quarta-feira, 6 de abril de 2011

A injustiçada ninfa do mar

Um dos ditados populares que me deixa indignada é: “filho de peixe, peixinho é”, um ditado completamente ridículo; quer dizer que seu for filha de traficante, eu vou ser traficante também, isso é um absurdo, as pessoas tem escolhas (mas infelizmente algumas vezes às fazem erradas), mas isso não significa nada.
Fiz esse pequeno comentário para poder contar o quanto fiquei horrorizada quando descobri a história de Calipso (a ninfa das mitologias).
Segundo Hesíodo seria uma das Oceânides, filhas de Oceano e de Tétis, uma ninfa que foi aprisionada pelos deuses em uma ilha fantasma, por ela ser filha de um titã.
 Durante a guerra entre os deuses e os titãs, a pobre Calipso foi castigada por não ter ficado do lado dos deuses, mas o que quase ninguém nunca conta nas histórias, é que a ninfa também não ficou do lado dos titãs.
Porem os deuses mesmo assim a prenderam em uma ilha, sozinha, em uma eterna solidão, pois eles achavam que por ela ser filha de um de seus maiores inimigos, ela se tornaria uma inimiga também.
Daí se segue a história em que a pobre menina tenta seduzir o herói Odisseu para que ele ficasse na ilha com ela.

quarta-feira, 30 de março de 2011

As quatro estações

Antes quando os seres humanos não sabia responder por que algo acontecia, eles  voltavam-se para mitologia, nessa história que estou trazendo é uma mitologia grega sobre as quatro estações.
Perséfone era filha única de Deméter e orgulho de sua mãe. Juntas, as duas divindades tornavam a terra viçosa e fecunda, todavia a beleza e juventude da Virgem da Primavera eram tal que fazia empalidecer de inveja às outras deusas e suspirar de amor os deuses.
Hades, o Senhor dos Mundos Subterrâneos, era uma divindade poderosíssima, porem infeliz. Na partilha do Mundo com os seus irmãos, os domínios luminosos dos Céus ficou com Zeus e dos Mares com Posídon, entregando-lhe, para toda a eternidade, esse império de trevas, de sofrimento e de morte!
Um mundo sem a beleza, o som de uma canção ou de um riso, uma brisa ou de esperança, apenas abismos povoados de monstros e de sombras. Nenhuma presença feminina, gesto de ternura ou beijo de paixão adoçara alguma vez a alma atormentada do Senhor dos Infernos. Temido e mal amado por deuses e homens, tornara-se sombrio e feroz, sem piedade nem compaixão pelo sofrimento alheio.
Uma noite para se distrair da sua eterna melancolia, Hades olhou a Terra através da Grande Esmeralda da Visão que lhe permitia observar todo o mundo. O raio verde-esmeralda varreu as trevas e os espaços, mostrou-lhe o sempre visto __ a luz dos outros mundos, as cores frescas da Primavera e a incauta alegria da vida __ e o Senhor dos Infernos suspirou de tédio e amargura.
Mas, de súbito, no olho da Esmeralda surgiu o rosto de Perséfone, a filha de Zeus e de Deméter, e Hades estremeceu com uma emoção desconhecida. Só o orvalho dos seus olhos faria reverdecer as árvores de pedra dos jardins do Inferno, só a doçura da sua voz poderia abrandar os lamentos dos condenados e apenas o riso de cristal lograria inflamar o seu frio coração de diamante.

A partir desse momento, Hades nunca mais deixou de pensar na sobrinha, espreitando-a a toda a hora através da esmeralda, estudando-lhe os gestos e as expressões. Cada vez mais enamorado, descurou a vigilância nos mundos infernais, o equilíbrio a ordem do Universo ressentiram-se e Zeus foi chamado a intervir.
Sempre compreensivo para com os amores difíceis (quantas vezes não se encontrara já em situações impossíveis por causa de uma mulher ou de uma ninfa?!), Zeus prestou-se a ajudá-lo no rapto de Perséfone, pois Deméter nunca daria o seu consentimento para a filha adorada ir viver no Mundo dos Infernos.
Assim, quando Perséfone passeava com as gentis Oceânides, as filhas de Tétis e Oceano, na planície de Enna, Hades fez brotar, ao longe, um campo de narcisos. Atraída pela bela mancha dourada das flores e pelo perfume que lhe acariciava os sentidos, a Virgem da Primavera afastou-se das suas companheiras para colher um ramo. Apenas tinha arrancado o primeiro narciso, quando o chão se rasgou numa fenda profunda, de onde saíram duas parelhas de dragões, puxando uma quadriga, conduzida por um formidável cavaleiro, negro como o ébano.
Sem tempo para recuperar do seu espanto, Perséfone encontrou-se entre os braços poderosos do estranho raptor, mergulhando através da fenda abissal no Império das Sombras. Só teve tempo de soltar um grito, por entre os soluços que a sufocavam, antes do chão se fechar sobre a sua cabeça e ficar nas trevas mais profundas, sentindo que o carro descia a uma velocidade diabólica ao encontro do seu destino. Quem seria o guerreiro que assim a levava do mundo dos vivos? Mal o vira, mas guardava a imagem de uns olhos negros, fatais e atormentados, num rosto muito belo. Sentia no braço que a enlaçava uma estranha delicadeza e a mão, que lhe mantinha a cabeça encostada ao peito imenso, tinha a ternura de uma carícia. A vertigem do abismo fazia com que Perséfone, amendrontada, se apertasse contra o corpo do seu raptor e, assim, ouvisse o bater descompassado do seu coração, como se também ele estivesse assustado.
Chegados aos aposentos do Senhor dos Mundos Subterrâneos, Perséfone soube que o raptor era o seu próprio tio que nunca vira e sempre temera. Estava mais tranquila, embora aquele lugar vibrasse com um poder de forças ocultas e terríveis e as suas narinas captassem estranhos odores.
Hades parecia perturbado como um adolescente, pedindo-lhe perdão pela maneira como a trouxera para o seu mundo, falando no consentimento de Zeus. A jovem olhava-o, esquecendo o medo. Era tão belo!
Hades queria mostrar-lhe os seus domínios e preparara tudo para a receber, iluminando o reino das sombras como um palácio em festa, para que Perséfone não tivesse medo. Mandara silenciar as matilhas uivantes e aliviar as penas dos condenados, para que nenhum som infernal destruísse a harmonia do momento. E trouxera as pedras mais preciosas do coração da terra, para delas fazer presente à sua amada. Mas a filha de Deméter via os rios de sombra, as árvores de pedra, a população imensa de monstros e de pecadores e estremecia de horror. Até Cérbero, a manifestar-lhe o seu carinho com meigas lambidelas das suas três línguas, lhe fazia gelar o sangue nas veias.
Quando o deus dos Infernos a convidou a comer, Perséfone recusou, pois sabia que se quebrasse o jejum no mundo dos mortos não mais poderia partir.
Hades levou-a então a um lugar mágico que criara para a sua amada, um jardim cheio de flores e frutos, como um oásis luminoso num deserto de trevas. Sentados sob uma romãzeira carregada de frutos, o deus terrível falou-lhe do seu horrendo trabalho, da sua vida sem amor e sem esperança. Como poderia ser compassivo e generoso se nunca fora amado?
 Perséfone deixou-se envolver pelo sofrimento e a solidão dos belos olhos negros e aceitou os bagos rubros da romã que Hades lhe oferecia com ternas palavras de amor, selando assim o seu destino.
Entretanto na Terra, durante nove dias e nove noites, Deméter, louca de angústia, sem comer nem dormir, percorreu o Mundo à procura da filha, mas nem deuses nem humanos sabiam dizer-lhe o que tinha acontecido. Por fim, o Sol (que tudo vê) compadeceu-se dela e contou-lhe a verdade __ Perséfone encontrava-se nos Mundos Subterrâneos, entre as sombras dos mortos. Amargurada, Deméter abandonou o Olimpo e refugiou-se numa cabana, recusando-se a abençoar a terra com os seus frutos e sementeiras, tornando os solos estéreis e condenando a raça humana à fome e à miséria.
 Zeus compreendeu que tinha de obrigar Hades a libertar a Perséfone e enviou Hermes aos Infernos com a sua mensagem.
O Mensageiro dos Deuses encontrou o casal em doce harmonia e transmitiu-lhes a mensagem. Hades obedeceu, contrariado. O Mensageiro viu surpreendido como a jovem se despedia ternamente do deus, prometendo voltar. Mais do que o bago da romã, parecia ser o amor a ligar a risonha deusa da primavera à sombria beleza do Senhor dos Infernos. Mal Deméter abraçou a filha, compreendeu que ela já não era a mesma menina alegre e inocente, um véu de melancolia punha sombras nos seus olhos. Perséfone confessou-lhe ter provado o bago da romã do jardim de Hades e, portanto, teria de voltar e a mãe chorou de tristeza e impotência. Para apaziguar o sofrimento de Deméter, Perséfone prometeu partilhar a sua vida com ela e o marido, vindo passar metade do ano na terra para ajudar a mãe nas suas tarefas e indo viver os restantes seis meses no Mundo dos Mortos.
Deméter aceitou o pacto e, durante os seis meses, que Perséfone vem viver com ela, faz eclodir na terra a Primavera e o Verão numa profusão de flores e frutos; porém, logo que a filha regressa ao Império de Hades, a deusa da abundância recolhe-se na sua solidão e o Outono e o Inverno apoderam-se da terra, cobrindo-a com o seu manto de tristeza.

sábado, 26 de março de 2011

Para aqueles que ainda não sabem o escritor da maravilhosa obra Percy Jackson e os olimpianos, está de volta com outra aventura.
Dessa vez a história esta voltada para mitologia egípcia, onde dois irmãos, Carter e Sadie Kane, enfrentam a fúria do deus egípcio Set.
 Dois irmãos que passaram quase a vida inteira, separados, precisam se unir para salvar a vida do pai, e de toda a humanidade.
A pirâmide Vermelha contem tudo aquilo que nos atraiu em Percy Jackson e os olimpianos: Aventura, suspense, e momentos engraçados.
Se você leu Percy Jackson e gostou, também irá adorar “A Pirâmide Vermelha”, se ainda não leu nenhum dos dois, vá logo em uma livraria e compre os livros, não ira se arrepender.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Thalia é um "garoto"


Estão correndo boatos de que no segundo filme, ao invés de ser a filha de Zeus, será o filho de Zeus.
Não creio que isso seja verdade, mas se for, com certeza será o maior absurdo que já houve na historia do cinema (tudo bem, foi meio melodramático essa afirmação, mas mesmo assim será um absurdo), afinal de contas a única razão de Thalia não ser o(a) semideus(a) da profecia, é o fato dela ser garota,  quando ela retorna no segundo livro (mas só no fim do livro, a participação dela conta mais no 3º)  prestes a fazer 16 anos, Thalia se torna uma caçadora (o que seria impossível se ela fosse um garoto) para  adiar a profecia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Indignação dos Fãs



O que eu e muitos outros fãs gostaríamos de saber, é o que o Rick Riordan tinham na cabeça, quando permitiu que um dos piores diretores que já existiu, produzisse a sua estonteante obra.
O mesmo diretor que destruiu com os filmes de Harry Potter, foi aquele que também arruinou com Percy Jackson .
Aqui vão vários erros cometidos:
- Os atores escolhidos têm aproximadamente 17 anos, o que significa que provavelmente no segundo filme, terão que trocar o elenco.
- Não mencionaram Clarisse (filha de Ares) e nem Thalia (filha de Zeus), duas personagens que são extremamente importantes na história.
- No primeiro livro, durante a caça a bandeira, Percy enfrenta Clarisse (personagem que nem ao menos foi citado no filme), e não Annabeth (que pertence a equipe do “cabeça de Alga”)
- A atriz que escolheram para fazer Sally Jackson, não faz jus a personagem que Rick descreve no livro (na minha opinião, a atriz é horrorosa).
- No livro Percy nunca teve que procurar as três pérolas, ele as ganha de seu pai (não pessoalmente).
- Quem fica no mundo inferior é a mãe de Percy, não o Grover.
- No livro o raio mestre de Zeus esta escondido na mochila que Percy ganha de Ares (no filme o raio encontra-se no escudo de Percy, um escundo que nunca existiu no 1º livro).

Enfim... Esses são alguns dos erros cometidos pelo pior diretor que já existiu .