quarta-feira, 30 de março de 2011

As quatro estações

Antes quando os seres humanos não sabia responder por que algo acontecia, eles  voltavam-se para mitologia, nessa história que estou trazendo é uma mitologia grega sobre as quatro estações.
Perséfone era filha única de Deméter e orgulho de sua mãe. Juntas, as duas divindades tornavam a terra viçosa e fecunda, todavia a beleza e juventude da Virgem da Primavera eram tal que fazia empalidecer de inveja às outras deusas e suspirar de amor os deuses.
Hades, o Senhor dos Mundos Subterrâneos, era uma divindade poderosíssima, porem infeliz. Na partilha do Mundo com os seus irmãos, os domínios luminosos dos Céus ficou com Zeus e dos Mares com Posídon, entregando-lhe, para toda a eternidade, esse império de trevas, de sofrimento e de morte!
Um mundo sem a beleza, o som de uma canção ou de um riso, uma brisa ou de esperança, apenas abismos povoados de monstros e de sombras. Nenhuma presença feminina, gesto de ternura ou beijo de paixão adoçara alguma vez a alma atormentada do Senhor dos Infernos. Temido e mal amado por deuses e homens, tornara-se sombrio e feroz, sem piedade nem compaixão pelo sofrimento alheio.
Uma noite para se distrair da sua eterna melancolia, Hades olhou a Terra através da Grande Esmeralda da Visão que lhe permitia observar todo o mundo. O raio verde-esmeralda varreu as trevas e os espaços, mostrou-lhe o sempre visto __ a luz dos outros mundos, as cores frescas da Primavera e a incauta alegria da vida __ e o Senhor dos Infernos suspirou de tédio e amargura.
Mas, de súbito, no olho da Esmeralda surgiu o rosto de Perséfone, a filha de Zeus e de Deméter, e Hades estremeceu com uma emoção desconhecida. Só o orvalho dos seus olhos faria reverdecer as árvores de pedra dos jardins do Inferno, só a doçura da sua voz poderia abrandar os lamentos dos condenados e apenas o riso de cristal lograria inflamar o seu frio coração de diamante.

A partir desse momento, Hades nunca mais deixou de pensar na sobrinha, espreitando-a a toda a hora através da esmeralda, estudando-lhe os gestos e as expressões. Cada vez mais enamorado, descurou a vigilância nos mundos infernais, o equilíbrio a ordem do Universo ressentiram-se e Zeus foi chamado a intervir.
Sempre compreensivo para com os amores difíceis (quantas vezes não se encontrara já em situações impossíveis por causa de uma mulher ou de uma ninfa?!), Zeus prestou-se a ajudá-lo no rapto de Perséfone, pois Deméter nunca daria o seu consentimento para a filha adorada ir viver no Mundo dos Infernos.
Assim, quando Perséfone passeava com as gentis Oceânides, as filhas de Tétis e Oceano, na planície de Enna, Hades fez brotar, ao longe, um campo de narcisos. Atraída pela bela mancha dourada das flores e pelo perfume que lhe acariciava os sentidos, a Virgem da Primavera afastou-se das suas companheiras para colher um ramo. Apenas tinha arrancado o primeiro narciso, quando o chão se rasgou numa fenda profunda, de onde saíram duas parelhas de dragões, puxando uma quadriga, conduzida por um formidável cavaleiro, negro como o ébano.
Sem tempo para recuperar do seu espanto, Perséfone encontrou-se entre os braços poderosos do estranho raptor, mergulhando através da fenda abissal no Império das Sombras. Só teve tempo de soltar um grito, por entre os soluços que a sufocavam, antes do chão se fechar sobre a sua cabeça e ficar nas trevas mais profundas, sentindo que o carro descia a uma velocidade diabólica ao encontro do seu destino. Quem seria o guerreiro que assim a levava do mundo dos vivos? Mal o vira, mas guardava a imagem de uns olhos negros, fatais e atormentados, num rosto muito belo. Sentia no braço que a enlaçava uma estranha delicadeza e a mão, que lhe mantinha a cabeça encostada ao peito imenso, tinha a ternura de uma carícia. A vertigem do abismo fazia com que Perséfone, amendrontada, se apertasse contra o corpo do seu raptor e, assim, ouvisse o bater descompassado do seu coração, como se também ele estivesse assustado.
Chegados aos aposentos do Senhor dos Mundos Subterrâneos, Perséfone soube que o raptor era o seu próprio tio que nunca vira e sempre temera. Estava mais tranquila, embora aquele lugar vibrasse com um poder de forças ocultas e terríveis e as suas narinas captassem estranhos odores.
Hades parecia perturbado como um adolescente, pedindo-lhe perdão pela maneira como a trouxera para o seu mundo, falando no consentimento de Zeus. A jovem olhava-o, esquecendo o medo. Era tão belo!
Hades queria mostrar-lhe os seus domínios e preparara tudo para a receber, iluminando o reino das sombras como um palácio em festa, para que Perséfone não tivesse medo. Mandara silenciar as matilhas uivantes e aliviar as penas dos condenados, para que nenhum som infernal destruísse a harmonia do momento. E trouxera as pedras mais preciosas do coração da terra, para delas fazer presente à sua amada. Mas a filha de Deméter via os rios de sombra, as árvores de pedra, a população imensa de monstros e de pecadores e estremecia de horror. Até Cérbero, a manifestar-lhe o seu carinho com meigas lambidelas das suas três línguas, lhe fazia gelar o sangue nas veias.
Quando o deus dos Infernos a convidou a comer, Perséfone recusou, pois sabia que se quebrasse o jejum no mundo dos mortos não mais poderia partir.
Hades levou-a então a um lugar mágico que criara para a sua amada, um jardim cheio de flores e frutos, como um oásis luminoso num deserto de trevas. Sentados sob uma romãzeira carregada de frutos, o deus terrível falou-lhe do seu horrendo trabalho, da sua vida sem amor e sem esperança. Como poderia ser compassivo e generoso se nunca fora amado?
 Perséfone deixou-se envolver pelo sofrimento e a solidão dos belos olhos negros e aceitou os bagos rubros da romã que Hades lhe oferecia com ternas palavras de amor, selando assim o seu destino.
Entretanto na Terra, durante nove dias e nove noites, Deméter, louca de angústia, sem comer nem dormir, percorreu o Mundo à procura da filha, mas nem deuses nem humanos sabiam dizer-lhe o que tinha acontecido. Por fim, o Sol (que tudo vê) compadeceu-se dela e contou-lhe a verdade __ Perséfone encontrava-se nos Mundos Subterrâneos, entre as sombras dos mortos. Amargurada, Deméter abandonou o Olimpo e refugiou-se numa cabana, recusando-se a abençoar a terra com os seus frutos e sementeiras, tornando os solos estéreis e condenando a raça humana à fome e à miséria.
 Zeus compreendeu que tinha de obrigar Hades a libertar a Perséfone e enviou Hermes aos Infernos com a sua mensagem.
O Mensageiro dos Deuses encontrou o casal em doce harmonia e transmitiu-lhes a mensagem. Hades obedeceu, contrariado. O Mensageiro viu surpreendido como a jovem se despedia ternamente do deus, prometendo voltar. Mais do que o bago da romã, parecia ser o amor a ligar a risonha deusa da primavera à sombria beleza do Senhor dos Infernos. Mal Deméter abraçou a filha, compreendeu que ela já não era a mesma menina alegre e inocente, um véu de melancolia punha sombras nos seus olhos. Perséfone confessou-lhe ter provado o bago da romã do jardim de Hades e, portanto, teria de voltar e a mãe chorou de tristeza e impotência. Para apaziguar o sofrimento de Deméter, Perséfone prometeu partilhar a sua vida com ela e o marido, vindo passar metade do ano na terra para ajudar a mãe nas suas tarefas e indo viver os restantes seis meses no Mundo dos Mortos.
Deméter aceitou o pacto e, durante os seis meses, que Perséfone vem viver com ela, faz eclodir na terra a Primavera e o Verão numa profusão de flores e frutos; porém, logo que a filha regressa ao Império de Hades, a deusa da abundância recolhe-se na sua solidão e o Outono e o Inverno apoderam-se da terra, cobrindo-a com o seu manto de tristeza.

sábado, 26 de março de 2011

Para aqueles que ainda não sabem o escritor da maravilhosa obra Percy Jackson e os olimpianos, está de volta com outra aventura.
Dessa vez a história esta voltada para mitologia egípcia, onde dois irmãos, Carter e Sadie Kane, enfrentam a fúria do deus egípcio Set.
 Dois irmãos que passaram quase a vida inteira, separados, precisam se unir para salvar a vida do pai, e de toda a humanidade.
A pirâmide Vermelha contem tudo aquilo que nos atraiu em Percy Jackson e os olimpianos: Aventura, suspense, e momentos engraçados.
Se você leu Percy Jackson e gostou, também irá adorar “A Pirâmide Vermelha”, se ainda não leu nenhum dos dois, vá logo em uma livraria e compre os livros, não ira se arrepender.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Thalia é um "garoto"


Estão correndo boatos de que no segundo filme, ao invés de ser a filha de Zeus, será o filho de Zeus.
Não creio que isso seja verdade, mas se for, com certeza será o maior absurdo que já houve na historia do cinema (tudo bem, foi meio melodramático essa afirmação, mas mesmo assim será um absurdo), afinal de contas a única razão de Thalia não ser o(a) semideus(a) da profecia, é o fato dela ser garota,  quando ela retorna no segundo livro (mas só no fim do livro, a participação dela conta mais no 3º)  prestes a fazer 16 anos, Thalia se torna uma caçadora (o que seria impossível se ela fosse um garoto) para  adiar a profecia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Indignação dos Fãs



O que eu e muitos outros fãs gostaríamos de saber, é o que o Rick Riordan tinham na cabeça, quando permitiu que um dos piores diretores que já existiu, produzisse a sua estonteante obra.
O mesmo diretor que destruiu com os filmes de Harry Potter, foi aquele que também arruinou com Percy Jackson .
Aqui vão vários erros cometidos:
- Os atores escolhidos têm aproximadamente 17 anos, o que significa que provavelmente no segundo filme, terão que trocar o elenco.
- Não mencionaram Clarisse (filha de Ares) e nem Thalia (filha de Zeus), duas personagens que são extremamente importantes na história.
- No primeiro livro, durante a caça a bandeira, Percy enfrenta Clarisse (personagem que nem ao menos foi citado no filme), e não Annabeth (que pertence a equipe do “cabeça de Alga”)
- A atriz que escolheram para fazer Sally Jackson, não faz jus a personagem que Rick descreve no livro (na minha opinião, a atriz é horrorosa).
- No livro Percy nunca teve que procurar as três pérolas, ele as ganha de seu pai (não pessoalmente).
- Quem fica no mundo inferior é a mãe de Percy, não o Grover.
- No livro o raio mestre de Zeus esta escondido na mochila que Percy ganha de Ares (no filme o raio encontra-se no escudo de Percy, um escundo que nunca existiu no 1º livro).

Enfim... Esses são alguns dos erros cometidos pelo pior diretor que já existiu .